Logística de medicamentos

Inúmeros são os desafios a serem enfrentados pelas empresas que operam no transporte de medicamentos no Brasil. As dificuldades logísticas, os riscos de falta de medicamentos, a necessidade de visibilidade e melhor gestão dos estoques e o aumento da regulamentação relacionada ao rastreamento de medicamentos são alguns exemplos.

Cuidados na logística do transporte de medicamentos

Por se tratar de um produto com alto valor agregado e ser muito sensível às variações de iluminação, umidade e temperatura, o transporte de medicamentos exige um cuidado muito maior no seu transporte.

A padronização no manuseio, e proteção na armazenagem e transporte é fundamental para manter as características dos medicamentos, mantendo assim a qualidade que se é esperada pelos clientes.

Quais as exigências legais para esse tipo de transporte ?

 Atualmente, não existe uma lei específica que regulamenta o transporte de medicamentos no Brasil, entretanto, existem algumas normas e fiscalizações que devem ser cumpridas nas operações a fim de averiguar se as empresas estão em conformidade com as exigências dos órgãos fiscalizadores.

O órgão responsável por esse controle é a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e ela tem um manual chamado de Boas Práticas no Transporte de Medicamentos que visa orientar operadores logísticos e transportadoras a respeito das condições adequadas do armazenamento, acondicionamento, movimentação e distribuição.

Para consultar o texto original da ANVISA que regulamenta essa atividade, você pode conferir:

  • Portaria 1052/98 (descrição dos documentos necessário para o transporte)
  • RDC 329/99 (roteiro de inspeção e infrações)

Entretanto, a ANVISA não é a única organização governamental a regulamentar o transporte de medicamentos. A CFF, Conselho Federal de Farmácia, também tem dirige e fiscaliza essa atividade, gerando a resolução:

  • Res.433/2005 (descrição da função do farmacêutico durante o transporte)

Quais os cuidados que devem ser tomados no transporte de medicamentos?

Por se tratar de uma mercadoria com alto valor agregado e ser muito perecível, o transporte de produtos farmacêuticos não segue os mesmos padrões de outros produtos menos sensíveis e ainda precisa atender aos requisitos básicos que a Anvisa determina.

Listamos abaixo alguns cuidados importantes que devem ser observados:

Cuidados na Gestão de estoque

A definição genérica de gestão de estoque é garantir o máximo de disponibilidade, com o mínimo de mercadoria. E nessa disponibilidade de medicamentos, o gestor de estoque deve se preocupar em controlar a temperatura e o acesso ao estoque. Medicamentos termossensíveis, como vacinas, insulinas e quimioterápicos devem ser armazenados em câmaras frias.

Alguns grupos de medicamentos tem a necessidade de temperaturas mais baixas (como vacinas e insulinas que devem estar em ambiente entre 2ºC e 8ºC), e outros grupos podem ser armazenados em temperaturas de até 25°C. De qualquer forma, o ideal é que todos os medicamentos sejam armazenados em estoques com controle de temperatura.

Cuidados com o Profissional farmacêutico

A empresa que atua na distribuição de medicamentos, deve contratar um farmacêutico responsável por acompanhar toda a movimentação dos medicamentos.

Este profissional será responsável por identificar as necessidades do produto, o que envolve as características de conservação, o acondicionamento adequado dentro do veículo, higiene e limpeza dos ambientes. Ele também evita que esses medicamentos entrem em contato com outros itens, que podem ser tóxicos ou radiativos.

Além disso, o processo de recebimento das cargas deve ser feito com o acompanhamento de um profissional capacitado (de preferência o farmacêutico do estabelecimento) e no caso de qualquer inconformidade que surgir, deve haver devolução para o fornecedor.

Cuidados com a utilização de veículos e planejamento de rotas

Um dos principais pontos de atenção na logística de medicamentos, é o cuidado com os veículos de transportes e o planejamento das rotas. Assim como na gestão de estoque, alguns grupos de medicamentos precisam ser transportados por carros com controle de temperatura.

É preciso, também, avaliar as exigências dos clientes, que podem demandar veículos refrigerados pela possibilidade de registrar a variação de temperatura ao longo da viagem e ter uma garantia maior de que os níveis serão mantidos dentro da faixa considerada ideal.

As rotas são definidas com cuidado, com preferência por vias de melhor qualidade para evitar acidentes com o veículo e a carga. O transportador deve ter em mente a possibilidade de congestionamentos em rodovias ou em regiões de mudanças de modal logístico, como portos e aeroportos.

Considerando-se as temperaturas altas de muitas regiões brasileiras, o tempo parado em engarrafamentos pode ser crítico nas operações. Isso se torna um desafio ainda maior considerando a baixa qualidade de muitas rodovias brasileiras.

Cuidados com o acondicionamento

O transporte de medicamentos deve ser realizado em um veículo apropriado, com climatização adequada e específica para esse tipo de carga.

Para que o acondicionamento durante o transporte seja adequado às condições de armazenamento definidas pela a ANVISA, umidade e temperatura devem ser analisadas ao menos 3 vezes por dia por um farmacêutico autorizado.

Também é necessário que os materiais usados sejam adequados, e nesse caso, a Soluforte conta as lonas térmicas, bolsas térmicas e coberturas térmicas para pallet, diminuindo a chance de danos durante o transporte de medicamentos, oferecendo melhor acomodação.

Conclusão

Não seguir os cuidados básicos em toda a cadeia logística, é correr o risco de colocar em prejuízo o paciente e também toda a empresa. Por isso, podemos afirmar que o investimento da indústria farmacêutica e das empresas de logística no transporte de medicamentos pode ser um diferencial de economia e qualidade para todos os envolvidos.